segunda-feira, junho 28, 2010

Sou muitas de mim

Se queres me conhecer
Morres comigo quando adormeço
Ao findar do dia

Porque a cada nova manhã
Me reconstruo em várias
Em todas que preciso
Em todas que sou

Uma apenas não poderia solitária caminhar pelas ruas
Sozinha não me atreveria em tantos caminhos

Morres comigo à noite
E reaprende comigo pela manhã quem sou
Pois todas e tantas nas quais me faço
Simplesmente são uma

Nathalia Rocha (28.06.2010)

sexta-feira, junho 25, 2010

O que é viver?

O respirar ainda existe, a vida não mais
Porque a vida não é apenas inspirar e expirar
A vida vai além

Nathalia Rocha (24.06.2010)

quinta-feira, junho 24, 2010

SOS

Meu grito não saiu
Na noite negra e fria
A dor tomou conta do peito
Mas o grito de socorro não saiu
Pedi ajuda em silêncio
Uma mão estendida sequer se pôs em meu favor
Onde está aquele que viria em meu socorro?
Até as lágrimas, que eram raras
Tornaram-se frequentes no negrume da madrugada

Mas o dia logo vem...

Nathalia Rocha (24.06.2010)

O Amor se foi...

O amor encontrou uma porta aberta e saiu
Sorrateiro e depressa
Como se já planejasse silenciosamente
De fato, se foi
Pelas ruas escuras da cidade
Procurando novos corações
Novas moradas
Nas esquinas, esbarrando em um em outro
Novos odores, novos sabores

Mas nenhum coração é como o seu

Nathalia Rocha (23.06.2010)

domingo, março 08, 2009

Primeiras Impressões


Não preciso ler Freud, Nietzsche e Schopenhauer para começar a escrever. Posso escrever por mim mesma, pois sinto. Minhas sensações sobre o mundo e sobre como as pessoas reagem a ele me bastam, hoje, para começar a escrever. Passei anos me firmando no pensamento de que precisava, a qualquer custo, ter muita leitura para poder escrever. Aos poucos, isso tem desaparecido. Aos poucos começo a manchar o papel virtual com palavras. Se elas têm algum sentido, não sei ainda. E também não estou muito interessada em sentido agora. O que me interessa e me chama a atenção é o que posso fazer, tendo sentido ou não. Interesso-me pelas minhas expressões, que têm se tornado mais claras ultimamente. Quero ir, devagarzinho, quebrando a minha casca e abrindo os olhos. Deixando a luminosidade entrar e a brisa balançar suavemente as cortinas das janelas. Quero, finalmente, compreender que os livros não são mais importante do que as pessoas.